Água Mineral em lata será novo produto mineiro

Última das três marcas do Sul de Minas resgatadas pela Copasa, Lambari volta ao mercado em março, depois da reformulação completa da fábrica. Próximo passo vai ser a exportação

Última representante do famoso Circuito das Águas, no Sul de Minas Gerais, a ser resgatada pelo programa de revitalização das águas minerais conhecidas na região desde o século 18, a marca Lambari voltará a ser produzida em março de 2013.

Além das versões de 310 e 500 ml na garrafa PET, a bebida poderá surpreender os concorrentes embalada em latas de alumínio, projeto em estudo na Copasa Águas Minerais de Minas Gerais, subsidiária da companhia mineira de saneamento que assumiu as fontes e as unidades de envase há cerca de sete anos. A reestruturação da fábrica de Lambari começou duas semanas atrás, com conclusão prevista para dezembro de um investimento de R$ 3 milhões, informou ontem o presidente da Copasa, Ricardo Simões.

Toda a planta industrial será revisada e readequada conforme as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e receberá equipamentos, boa parte deles já adquirida. Do recurso orçado, resta um aporte de R$ 900 milhões, que será destinado à adequação física das instalações, com capacidade para envasar 8 mil litros por hora. A montagem mecânica deverá se estender de janeiro a meados de fevereiro para que o primeiro carregamento chegue no mês seguinte aos consumidores de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo Ricardo Simões, o foco principal das vendas é o mercado paulista, onde as outras marcas já são comercializadas. A água mineral Caxambu foi a primeira a ser repaginada e retornar ao consumo, em 2008, seguida da Cambuquira, em 2011, e da Araxá, em julho deste ano. A Copasa vai completar um desembolso de R$ 30 milhões, iniciado em 2006, na revitalização das fontes e relançamento das bebidas.

A partir de 2013, revela Ricardo Simões, o desafio será mirar o mercado externo, especificamente as vendas na América do Sul. “Concluídos os projetos de revitalização e diante da boa aceitação do mercado, aí então vamos partir para avaliar a viabilidade das exportações”, disse o presidente da Copasa.

A companhia aposta na qualidade das águas minerais de Minas como mote frente à concorrência, tendo em vista se tratar de um negócio pequeno. Afinal, a capacidade total de envase alcança 36 mil litros por hora. Na engarrafadora da marca Araxá, a empresa poderá trabalhar com um acréscimo de 4 mil litros por hora.

Oportunidade

“Os nossos objetivos nesse negócio sempre foram recuperar um patrimônio que faz parte da história de Minas Gerais e atrelar as marcas às oportunidades que a Copasa pode ter fora do estado”, disse Ricardo Simões. Naturalmente gasosa, a água Lambari tem características físico-químicas associadas à bebidas energéticas.

Entre as histórias reproduzidas por gerações no Circuito das Águas, as cidades de Lambari e Caxambu disputam o mérito de suas fontes terem curado a princesa Isabel, em 1868, de uma suposta infertilidade. Ela e o marido, Louis Philippe Marie Ferdinand Gaston, o conde d’Eu, teriam desfrutado durante quatro meses das águas do Sul de Minas.

As fontes de Lambari foram descobertas em 1780 e, conforme a lenda local, seus poderes energéticos atraíram figuras ilustres como os ex-presidentes Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, Wenceslau Braz e Hermes da Fonseca. Dentro do programa de reativação da produção das águas, a Copasa passou a produzir em janeiro as garrafas PET usadas no envase das marcas Araxá e Caxambu.

Fonte: Estado de Minas

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