PERNAMBUCO

Os riscos da água mineral sem selo

 

Edição de quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 
Ontem, Apevisa interditou nove pontos clandestinos. Meta é garantir qualidade e evitar doenças

 

Em 1º de janeiro de 2009 a Secretaria da Fazenda e a Agência de Vigilância Sanitária de Pernambuco (Apevisa) deram um salto no combate à venda de água mineral clandestina. O selo obrigatório nos botijões de 20 litros passou a ser a garantia de qualidade ao consumidor. Mesmo assim, a venda irregular não foi encerrada. Na Região Metropolitana do Recife, dos 14 pontos clandestinos existentes à época, nove ainda funcionavam normalmente. Ontem, a situação começou a mudar. A Apevisa interditou todos os estabelecimentos irregulares. Já a Delegacia do Consumidor autuou em flagrante os donos. O objetivo principal é garantir água mineral de qualidade e evitar doenças.

Hepatite A, cólera, crises gastroestomacais, vômito e diarreia. Esses são alguns dos males que a água de má qualidade pode causar, segundo o gerente geral da Apevisa, Jaime Brito. ´O risco é bastante elevado para os consumidores. Nos locais em que observamos a venda de água irregular as condições são horríveis. Os poços e caixas d’água são desprotegidos. Há, por exemplo, o risco de contaminação por ratos. É importante lembrar que a leptospirose leva à morte`, destacou.

Jaime Brito ressaltou a importância de o consumidor ficar atento ao selo encontrados nos botijões de 20 litros. ´Ele é a garantia de que a água é de qualidade e apropriada para o consumo humano. As pessoas devem ficar atentas e só comprar o produto se observarem o selo de segurança`, disse o gerente da Apevisa.

Durante a manhã ontem, equipes de técnicos da Apevisa e agentes da Delegacia do Consumidor interditaram nove chafarizes. Pontos que já vinham sendo investigados. Os responsáveis foram presos e, após prestar depoimento, pagaram fiança de R$ 2 mil para ser liberados.

De acordo com o delegado Roberto Wanderley, titular da especializada, todos os envolvidos no esquema já foram autuados pelo mesmo crime, há dois anos. Uma nova fiscalização será realizada em breve para comprovar que os locais não estão funcionando novamente com a venda clandestinade água. Os municípios do interior serão o próximo alvo da operação. Segundo estimativas da polícia, pelo menos 20 estabelecimentos devem ser fechados ainda neste mês. ´Estamos investigando e vamos fazer o flagrante nesses locais`.

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