Água mineral vendida para matar a sede no Nordeste

amaVocê compra uma garrafa de água mineral no supermercado, mata a sede e contribui para levar água potável a milhares de brasileiros que sofrem com a seca no semiárido do país. É a proposta da água mineral AMA, lançada pela Ambev e que destina 100% do lucro das vendas para projetos como abertura de poços artesianos e semi-artesianos e instalação de micro usinas de energia solar para diminuir o custo com a distribuição da água.

De acordo com a gerente de sustentabilidade da AMA, Carla Crippa, o Norte de Minas faz parte do projeto, já que está incluído no agreste brasileiro. “A nossa visão é beneficiar e levar água potável para o maior número de comunidades afetadas possível”, disse.

A água mineral AMA chega aos supermercados de Minas no próximo mês, a começar pelo Super Nosso, Verde Mar, EPA, Extra, Carrefour, BH Supermercados, unidades de Belo Horizonte, e no Super Luna, de Betim, na Grande BH.

O produto já está à venda em garrafas de 500ml em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Brasília, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Também pode ser adquirido online pelo endereço Emporio.com. Até o fim do ano, estará em todo o país, segundo a fabricante.

De acordo com a Ambev, consumidores poderão acompanhar as etapas do projeto por meio da plataforma http://www.aguaama.com.br, onde também poderão acessar a prestação de contas sobre o lucro obtido com as vendas, investimentos e andamento das obras. Ao todo, R$ 317 mil já foram investidos em três localidades rurais do interior do Ceará, nos municípios de Aiuaba, Jaguaruana e Capistrano, onde 3.065 pessoas já recebem água potável. Essa região é uma das mais castigadas pela seca no país. Foram perfurados poços de água e instaladas micro-usinas de energia solar.

SUSTENTABILIDADE
Os projetos, depois de inaugurados, são geridos pelos próprios moradores. No Ceará, a Ambev conta com o apoio do Sistema Integrado de Saneamento Rural (SISAR). Equipes técnicas, formadas por especialistas em recursos hídricos e assistentes sociais, dão suporte às comunidades para que tudo se desenvolva de forma sustentável.

“Estamos muito felizes de lançar a AMA. Essa é uma inovação única no mercado brasileiro porque, quando alguém compra uma garrafa de AMA, 100% do lucro vai para projetos que ajudam quem mais precisa de água”, disse o presidente da Ambev, Bernardo Paiva. O trabalho é reconhecido pelo Banco Mundial como um dos melhores sistemas de gestão de água rural existentes.

A Fundación Avina, ONG que trabalha em favor do desenvolvimento sustentável na América Latina, também é parceira no projeto para ampliar o programa de apoio para todo o semiárido brasileiro. A mineral AMA será captada e envasada em Lindoia, interior de São Paulo, pela Lindoya Verão. “A AMA é mais que uma água, é uma causa”, disse o gerente de marketing da água mineral, Lucas Rossi.

Anúncios

Água mineral agora faz parte de produtos que integram cesta básica na Paraíba

A água mineral em embalagens retornáveis de 10 ou 20 litros agora faz parte de produtos que compõem a cesta básica no Estado. É que o projeto apresentado pelo deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) foi promulgado pelo presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba e virou lei.
“Nosso projeto não tem a intenção de acabar com todos os problemas causados com o consumo de água inadequada para se beber, mas com essa aprovação o preço dos garrafões para o consumidor diminuirá, porque com certeza as empresas de água mineral terão um novo tratamento tributário. Famílias que nunca puderam beber água mineral, terão condições de comprar esse líquido de primeira necessidade e de boa qualidade”, disse Tovar.
Com a promulgação, a água será acrescentada aos produtos considerados básicos para sobrevivência da população, como arroz, feijão, açúcar, café, óleo de soja, fubá de milho, ovo, manteiga, frutas legumes e verduras. “Apesar de não se tratar de um alimento, a água mineral é essencial para o consumo de pessoas que moram em locais sem água tratada”, descreveu Tovar.
De acordo com informações do Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância, a água mineral comercializada em garrafas e embalagens retornáveis é um produto relevante para manutenção da saúde pública. Haja vista que diversas doenças são transmitidas através de águas contaminadas, como leptospirose, cólera, diarreia, esquistossomose, febre e hepatite.

Ambev inova e passa a comercializar água mineral

Novo produto do portfólio da empresa foi batizado de ‘Ama’; lucro obtido com venda será reinvestido na geração de água para comunidades carentes

© Divulgação

Mais conhecida como fabricante de cerveja, a Ambev entrará em um novo segmento no final do mês de fevereiro. A empresa passará a comercializar água mineral.

O novo produto do portfólio da empresa foi batizado de “Ama“.

Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim no O Globo, o lucro obtido com a venda do produto será reinvestido na geração de água para comunidades carentes, o que também é uma surpresa, considerando o perfil focado em rentabilidade da empresa.

Indústria de água mineral deve estar preparada para se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos do Governo Federal

A implementação das ações da Logística Reversa para atender às exigências da PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos do governo federal corre contra o tempo. É que a proposta do acordo setorial do Grupo de Coalização Empresarial do setor de embalagens ainda não recebeu o aval do Ministério do Meio Ambiente, que estabeleceu um cronograma que deverá ser contemplado até a realização da Copa do Mundo, em 2014.
O Grupo de Coalização Empresarial é integrado por 21 entidades representantes dos fabricantes, usuários, importadores, distribuidores e comerciantes de embalagens, entre elas, a Abinam.
Um dos pilares da PNRS, a Logística Reversa, conhecida pela sigla LR, prevê mecanismos para gerenciar e operacionalizar a coleta e o retorno de produtos e materiais ao setor empresarial, após sua venda e consumo. O objetivo é o reaproveitamento do material descartado em novo ciclo produtivo para amenizar os danos ao meio ambiente e gerar novas oportunidades de negócios para as empresas.
A implantação da LR em todo o País está prevista para ocorrer até 2015, mas boa parte dos sistemas deverão entrar em operação nas 12 cidades que vão sediar a Copa do Mundo: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA).
Na entrevista a seguir, o assessor jurídico da Abinam, Carlos Pedroza de Andrade, que integra a comissão da Abinam na Coalizão Empresarial, juntamente com o presidente da Empresa de Água Mogiana, Ernesto Rodrigues, explica o que as empresas do setor de água mineral precisam saber sobre a LR, e o que já devem fazer para se adequar à nova legislação.
Água & Vida – A proposta do acordo setorial do grupo Coalizão Empresarial entregue em dezembro de 2012 ao Ministério do Meio Ambiente já foi aprovada pelo governo?
Pedroza – Não foi aprovada ainda, mas pela conversa na nossa última assembleia geral da Coalizão Empresarial, espera-se que o MMA tenha em breve uma posição, até porque o prazo está correndo para o cumprimento do cronograma a ser realizado nas cidades-sedes da Copa.
A&V – A proposta entregue contempla apenas as empresas que atuam nos mercados das cidades-sede da Copa?
Pedroza – Não, absolutamente. Tanto a proposta quanto os prazos para implantação são os mesmos para todas as cidades do Brasil.
A&V – Quais associações aderiram ao acordo entregue em dezembro?
Pedroza – Além da Abinam mais 20 associações. São elas: Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (ABBA), Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (ABIMA), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS), Associação Brasileira da Indústria do Pet (ABIPET), Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (ABIPLA), Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI), Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (ABRALATAS), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Nacional das Indústrias de Biscoitos (ANIB), Associação Brasileira de Celulose e Papel (BRACELPA), Instituto Socioambiental dos Plásticos (PLASTIVIDA) e o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV).
A&V – Quais são as principais diretrizes dessa proposta?
Pedroza – A proposta é ampla, envolve o setor produtivo, o poder público e as cooperativas de catadores de lixo. O ponto fulcral é a coleta seletiva (pelo poder público) e a Logística Reversa. Lembro que esse modelo de Acordo Setorial é inédito no mundo, pois há um trabalho social, com a inclusão na sociedade dos catadores de lixo, através das cooperativas cadastradas, o que trará o aspecto formal para essa faixa da sociedade, até então “excluída” e sem referência na sociedade. Isso é muito importante, porque o Estado cumpre seu papel, dando dignidade ao cidadão, em atenção ao Princípio da Dignidade da Pessoa Humana.
A&V – O que as empresas do setor de água mineral que ainda não aderiram ao acordo devem fazer?
Pedroza – Há uma simpatia na Coalizão Empresarial de apresentar nova relação de CNPJs de empresas que ainda não ingressaram no Acordo Setorial. Mas se o interessado entrar em contato para aderir ao Acordo, a Abinam não medirá esforços para sua inclusão nessa lista. É uma grande oportunidade, quanto mais tempo passar mais difícil ficará, pois implicará em consulta na assembleia geral da Coalizão Empresarial e outras exigências. Portanto, se algum engarrafador de água mineral ainda não aderiu ao Acordo, deverá entrar contato com a Abinam o mais rápido possível.
A&V – De que forma os engarrafadores foram avisados sobre a adesão ao Acordo?
Pedroza – Sabendo da importância em divulgar e explicar ao engarrafador de água mineral a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei nº 12.305/10 do Ministério do Meio Ambiente, a Abinam realizou duas assembleias, diversas reuniões, publicou várias matérias sobre o assunto na revista Água&Vida, além do envio de circulares didáticas. No último Congresso em Florianópolis, em Santa Catarina, a Abinam destinou ao assunto um bloco inteiro sobre Resíduos Sólidos, Sustentabilidade e Marco Regulatório, incluindo vários temas pertinentes, como Educação no Contexto da Política Nacional de Resíduos Sólidos Brasileira, com palestra da profª Petra Sanchez Sanchez, presidente do Comitê Científico da Abinam; Gestão de Resíduos Sólidos no Setor de Águas Minerais, palestra proferida por Ernesto P. Rodrigues, presidente da Empresa de Água Mogiana e integrante da Comissão da Abinam na Coalizão Empresarial, e ainda, sobre as Implicações Jurídicas da Nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, cujo tema foi abordado por mim, que também integro a nossa comissão.
A&V – Quais são as vantagens e benefícios para as empresas atenderem à legislação por meio da Abinam (aderindo ao acordo setorial) e não de forma individual?
Pedroza – A Lei é muito exigente e ampla. A adesão ao grupo coletivo dará à empresa mais conforto quanto ao cumprimento da Lei, pois estará no mesmo “barco” junto com as demais, dividindo experiências e inovações, além de que o custo de Logística Reversa individualmente, com certeza, será muito maior.
A&V – Como o processo de implementação das medidas do acordo será conduzido pela Abinam?
Pedroza – A Abinam está cumprindo seu papel de representante do setor da indústria de águas minerais, ofertando uma alternativa para o cumprimento da legislação da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS. É um fórum específico que vive, respira e bebe “água mineral”. Há estudos de desenvolvimento de um comitê para trazer alternativas de Logística Reversa, mas tudo isso será enfrentado com o projeto em andamento, discutido e deliberado na assembleia geral da Abinam.
A&V – Quais são as obrigações e os procedimentos que deverão ser adotados pelas empresas do setor de água mineral que aderirem ao acordo? Já existe um cronograma de ações? Quais são os prazos?
Pedroza – O cronograma de ações deverá ser discutido em assembleia geral, mas a nossa recomendação é que as empresas façam, desde já, a sua parte, criando os PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) de embalagens, desenvolvendo projetos de educação ambiental e contribuindo para a constituição de cooperativas de catadores de lixo nas suas respectivas regiões. Tudo deverá ser feito de maneira formal e contabilizada, pois esses investimentos serão auditados, conforme pactuado no Acordo Setorial e Termos de Cooperação.
A&V – A Abinam oferece algum curso ou atendimento específico às empresas de água mineral que não souberem ou tiverem dúvidas quanto à implantação dos procedimentos?
Pedroza – A Abinam promoverá workshops regionais, a partir da aprovação da Proposta do Acordo entregue ao MMA. Entretanto, todas às sextas-feiras nos colocamos à disposição para dirimir quaisquer dúvidas, seja pessoalmente ou por telefone.
A&V – Além dos engarrafadores e distribuidores há outros segmentos da cadeia produtiva de água mineral que são atingidos pela nova legislação?
Pedroza – Sim, os fabricantes de garrafões, tampas, rótulos, fornecedores de resinas, etc. O objetivo, dentro de cada setor, é procurar abarcar todo o processo produtivo.
A&V – Como irá funcionar o sistema de Logística Reversa para o setor de água mineral?
Pedroza – Isso ainda é muito novo. Como já comentei, há algumas alternativas de conhecimento de todos, como a criação dos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) de embalagens, desenvolvimento de projetos de educação ambiental, além do fomento e capacitação de cooperativas e catadores de lixo. Com a evolução e necessidade dos trabalhos, surgirão novas alternativas com esse objetivo.
A&V – Quais são as metas a serem atingidas?
Pedroza – O Acordo Setorial prevê Plano de Metas, que se amoldará de acordo com a evolução dos trabalhos. Agora, o mais importante é o MMA aceitar a proposta da Coalizão Empresarial, pois sem isso não há Acordo Setorial.
A&V – O que pode acontecer se o MMA não aprovar a proposta?
Pedroza – A proposta entregue ao MMA foi construída atendendo a todas as exigências do edital. Não acredito que não seja aprovada. O que poderá acontecer é a solicitação de alguns ajustes.
A&V – Quais são os custos que deverão ser arcados pelas empresas de água mineral? Existem critérios que vão diferenciar o valor do investimento das empresas?
Pedroza – De modo geral, há dois custos. Um é denominado “Investimentos”, cujo item hoje representa para o setor da indústria de água mineral o montante de R$ 1,5 milhão, a ser realizado em três anos. Esse valor será quotizado entre as empresas partícipes, através de deliberação em assembleia geral, a qual será promovida em breve pela Abinam, lembrando, no entanto, que as empresas farão seus investimentos da forma que julgarem melhor. É importante esclarecer que o valor da quota de cada empresa não será pago a ninguém. Será suportado por cada uma e destinado ao cumprimento de seu projeto. Tudo deverá ser feito de maneira formal e contabilizada, pois esses “Investimentos” serão auditados, conforme pactuado no Acordo Setorial e Termos de Cooperação.
O outro custo refere-se à “Governança e Gerenciamento” do Acordo Setorial, através de Termo de Cooperação. Trata-se de contrato celebrado entre todas as entidades que representam seus associados aderentes para administrar o Acordo Setorial. Isso implica na contratação de profissionais, advogados, estudos técnicos, etc., despesas essas necessárias e muitas já suportadas pela Coalizão, cujo valor igualmente dividido a cada entidade participante é de R$ 150 mil, distribuído em três anos que, por sua vez, será rateado entre as empresas de cada setor que aderiram ao acordo, por meio de sua entidade. Nesse ponto, a Abinam já efetuou um cálculo preliminar que implica na importância de R$ 100,00 para cada empresa por mês, em três anos. Esse valor, sim, será pago à Abinam que assumiu compromissos de Governança, juntamente com as demais entidades participantes.
A&V – Como será a fiscalização do cumprimento do acordo e as penalidades?
Pedroza – Conforme colocado acima, haverá auditoria para certificar o cumprimento pelas empresas de sua quota nos investimentos e será de conhecimento do MMA. O descumprimento acarretará, à inadimplente, as penalidades da Lei, que são grandes, tais como: restrição de licenças de funcionamento (administrativa); multa de até R$ 50 milhões (pecuniária), e até mesmo criminal, no caso, contra o meio ambiente, podendo inclusive resultar em responsabilidade solidária dos sócios, diretores, gerentes, com desdobramentos junto ao Ministério Público Federal, Ministério Público dos Estados, Poder Executivo e outros órgãos. Vale lembrar que a responsabilidade, nesses casos, é objetiva, ou seja, não se discute a culpa.

NOTA SOBRE A ÁGUA DO CAMPO

          A ADAM-RS (Associação dos Distribuidores de Água Mineral do RS) vem por meio desta informar a seus distribuidores que: Mesmo a Água do Campo não tendo atendido as ligações realizadas pela entidade solicitamos que efetuem a troca da água mineral por outra marca ou devolvam o dinheiro a seus respectivos clientes. Esta também é uma recomendação do Procon.

        Também gostaríamos de informar que tal noticia pegou a todos de surpresa e como revendedores também somos vitimas dessa situação. As noticias veiculadas em todos os meios de comunicação nos entristecem e nos deixam com mais responsabilidade perante nosso público consumidor.

Adam RS

 

Indústria da água mineral movimenta mais de R$ 10 bilhões ao ano no Brasil

O mercado cresce 20% ao ano e tem lançado novidades para conquistar um consumidor cada vez mais preocupado com a saúde.

Apesar de poder ser consumida de graça, a água é um produto que movimenta mais de 10 bilhões de reais ao ano no Brasil. Os números da “indústria da água” são impressionantes, como mostra o Mundo S/A, da GloboNews. O mercado cresce 20% ao ano e tem lançado novidades para conquistar um consumidor cada vez mais preocupado com a saúde.

Maria Prata visitou a líder de mercado no Brasil, a Minalba, e mostra como é a estratégia de liderança da gigante para se manter na dianteira e sua nova aposta numa água “premium”.  Confira também a decisão de uma outra empresa tradicional, a Lindoya, em diversificar a produção, lançando a primeira marca de água termal do país – a água mineral que é vendida como dermocosmético.

Em Londres, a correspondente Ana Carolina Abar foi conhecer o departamento de águas de uma famosa loja de departamentos, a Selfridges, que resolveu suspender a compra de marcas de água envasadas em garrafas PET e revela novos comportamentos do consumidor.

Em São Paulo, Cadu Novaes foi conhecer o mix de marcas de água importadas de um supermercado tradicional da cidade: a Casa Santa Luzia. São mais de 20 marcas do mundo todo. Quais vendem mais? O que chama a atenção do cliente na hora de decidir que água comprar?Assista ao Mundo S/A completo no GloboNews Play.

Tributação e burocracia prejudicam produção de água mineral, dizem representantes do setor

Paulo Sérgio Vasco |
 
Jefferson Rudy/Agência Senado

As mudanças constantes na legislação, a carga tributária excessiva e a complexidade de normas e decretos do governo ameaçam a exploração de água mineral no país. O alerta foi feito nesta terça-feira (16) por representantes do setor em audiência pública interativa na Subcomissão Permanente de Acompanhamento do Setor de Mineração.

Atualmente, a água mineral é mais tributada que os refrigerantes e as bebidas açucaradas, que causam danos à saúde mas pagam bem menos impostos ao governo, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam), Carlos Alberto Lancia.

– É um absurdo que precisamos corrigir. Não tem sentido pagarmos mais imposto que refrigerante e cerveja. Nós não somos bebidas frias, nós somos alimentos. Os estados cobram até 19% de ICMS. Na Europa, o máximo que se fala é 7%. Não podemos continuar pagando carga tributária maior. Pagamos, em termos percentuais, mais que o petróleo. A água mineral não pode pagar tributo de bebidas – afirmou.

Em relação à legislação atual, Lancia defendeu o Código de Águas Minerais e que este seja incorporado ao novo marco regulatório da mineração, em discussão no Congresso Nacional. O presidente da Abinam destacou que as fontes de água mineral, além de preservar mananciais existentes, favorecem os municípios, que recebem a maior parte (65%) da compensação financeira sobre produtos minerais (Cefem), paga pelos produtores, com alíquota de 2%.

– Proporcionalmente, a água mineral paga mais royalties que o petróleo. O DNPM [Departamento Nacional de Produção Mineral] continua cobrando Cefem sobre a embalagem. Só nos resta o caminho da Justiça, que vai prevalecer. Não tem sentido pagar Cefem duas vezes, é um absurdo que precisamos corrigir – afirmou.

Recurso mineral

Presidente do Núcleo Bahia da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas), Zoltan Rodrigues explicou que a água mineral é um bem mineral como o ouro e o diamante, embora apresente característica renovável, ao contrario dos demais. Zoltan informou que as principais lavras concentram-se no sudeste do país, e criticou o excesso de burocracia a que está sujeito o setor.

– A partir de 1988, as águas minerais passaram a ser recursos hídricos. Uma portaria de 2009 do DNPM diz que, na aplicação das normas, é necessário observar o Código de Águas Minerais, o Código de Mineração, as resoluções da diretoria colegiada e portarias da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e do Ministério da Saúde, e resoluções do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – disse.

Zoltan observa que há espaço para o crescimento da água mineral no Brasil, visto o maior controle de qualidade e o consumo crescente. Ele observa ainda que o potencial brasileiro na questão mineral ainda é um “grande desconhecido”, embora todos os estudos atuais indiquem potencial acima do esperado. Em breve, afirmou Zoltan, “os aquíferos da Amazônia vão ter nome, e vão ser os maiores do mundo”.

Vice-presidente da Associação Goiana das Indústrias de Água Mineral (Aginam), Celso Cordeiro de Rezende lamentou que o setor de água mineral seja regulamentado por quatro ministérios. Ele também apontou dificuldades que impedem o empresariado de seguir um plano estratégico de investimentos.

– Temos gana de investir, mas estamos perdidos nessa complexidade de normas, decretos, ministérios e secretarias. É preciso simplificar o dia a dia do empresário, que está com gana de investir no setor, que gera empregos no Brasil, que pode se tornar grande exportador de água mineral. Há 26 indústrias cadastradas em Goiás, em atuação são 18. Algumas já fecharam. É uma indústria maravilhosa, não contamina, protege a natureza, gera emprego, mas está perdida com uma série de legislações. Os custos são dispendiosos, é uma pena – afirmou.

Diretor vice-presidente da Associação das Empresas Mineradoras das Águas Termais de Goiás (Amat), Fábio Floriano Haesbaert apontou o potencial produtivo do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre outros estados brasileiros. Ele também defendeu emenda apresentada pela deputada Magda Mofatto (PR-GO) ao novo marco regulatório da mineração, que diferencia a água mineral da água utilizada para fins balneários.

Exploração

Presidente da subcomissão, o senador Wilder Morais (PP-GO) observou que o governo “tem ajudado a atrapalhar” os empresários que atuam na produção de água mineral. Ele disse que há mais de mil lavras concedidas, e que a produção de água mineral atinge sete bilhões de litros anuais, o que põe o Brasil entre os grandes produtores mundiais.

– O Brasil é o quarto maior mercado consumidor de água mineral do planeta, mas a média per capita é relativamente baixa. Em 2013, os brasileiros tomaram em média pouco mais de 90 litros de água mineral por ano, enquanto no México o consumo ultrapassa 250 litros por habitante. Em Goiás, temos águas termais em quase um terço dos 340 mil quilômetros quadrados do território goiano. Mais de 50 municípios goianos têm água quente – afirmou.

O senador Helio José (PMB-DF) defendeu a exploração adequada de água mineral. No entender do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o governo federal age no sentido de dificultar os investimentos. Por sua vez, a deputada Magda Mofatto disse que é preciso simplificar a legislação para não dificultar a exploração e o uso das águas. As mensagens encaminhadas pelos internautas abordaram a defesa dos mananciais e a recuperação de áreas prejudicadas pela exploração inadequada. A Subcomissão Permanente de Acompanhamento do Setor de Mineração funciona no âmbito da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

%d blogueiros gostam disto: